quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Consciência e Filosofia: do Senso Comum ao Senso Crítico




Consciência e Filosofia: do Senso comum ao Senso crítico.
Profa. e Psicopedagoga Katia Regina Santana.

O que é consciência? A consciência pode explicar-se a si mesma, pois é a capacidade que nós seres humanos temos de saber o que são os objetos a nossa volta, o que nós somos e por que estamos aqui. A consciência costuma ser um fenômeno entendido como parte da mente: pensamentos, imaginação, emoção.
Ter consciência é ter conhecimento de, é saber que conhece o objeto (sua essência, causa e efeito) e, muitas vezes dependendo do conhecimento, saber o porquê das coisas e analise do objeto.
Quando não temos percepção da nossa consciência a isso chamamos de senso comum, pois este conhecimento não é aprofundado, é passado oralmente de geração em geração sem crivo científico, ou seja, são conhecimentos culturais generalizados, subjetivos, pois dependendo da cultura é tido como verdade absoluta e tem um efeito de causalidade.
O senso comum é munido de pré-conceito, pois estabelece uma linha irracional. Por serem subjetivos avaliam qualitativamente as coisas conforme os efeitos que produzem em nossos órgãos dos sentidos: é estritamente emocional, por isso pode ser prejudicial aos grupos culturais dependendo da ideologia.
O senso comum é empírico, ou seja, parte do principio da experiência cultural, portanto subjetivo.

Características do Senso comum:

·         São subjetivos: variam de pessoa para pessoa e de grupo para grupo;
·         São qualitativos: avaliam as coisas conforme os efeitos que produzem nos nossos sentidos;
·         Agrupam-se ou distinguem-se conforme nos pareçam semelhantes ou diferentes;
·         São individualizadores: “achismo”;
·         São generalizadores: reúne em uma só opinião uma ideia, coisas fatos julgados semelhantes;
·         Em decorrência de generalização tendem a estabelecer relações de causa e efeito. 







Senso Critico: A atitude científica.

       A atitude científica é diferenciada do senso comum por desconfiar das nossas certezas, da ausência de crítica e da verdade estabelecida por grupos culturais ou por ideologias impostas.
       Onde vemos fatos, coisas e acontecimentos a atitude científica vê problemas e deste modo procura métodos e embasamentos para solucioná-los.
       O conhecimento científico se opõe as verdades estabelecidas pelo senso comum, porque desconfia das ideias constituídas e passadas de geração em geração.
       A atitude científica, ou senso critico, é objetiva, pois tem estruturas definidas e métodos de pesquisas: Buscam medidas e padrões, critérios e comparações: critério de medida, comprimento de onda luminosa, diferenças, intensidade, sons, enfim, é preciso uma metodologia para verificar a veracidade do objeto e dos fatos.
       A metodologia cientifica criada para a análise dos fenômenos criam leis gerais que são as mesmas para fatos que nos parecem diferentes.
       É generalizador, porque reúne individualidades sob as mesmas leis, mesmos padrões e critérios. A partir de hipóteses criam teorias que podem ser refutadas conforme o estudo aprofundado do objeto. A ciência pode ser refutada, não é uma verdade absoluta inquestionável como o senso comum.
       O trabalho científico é metódico e sistemático: existem três concepções de ciência que são a empirista, a racionalista e a construtivista. Sem um método não posso dizer que um conhecimento é cientifico.
       O senso crítico nos trás a luz da ciência sob o crivo metodológico para que possamos distinguir o verdadeiro do falso e o que é bom ou não para a humanidade.





BIBLIOGRAFIA

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo, Ática: 2010.
COTRIM, Gilberto & FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo, Saraiva: 2010.








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