quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O FENÔMENO DO PODER: As três formas de poder.


 Por Katia Regina Santana
Em primeiro lugar é preciso explicar o que é forma. Há um texto do filósofo Aristóteles (século III a.c) que explica o sentido das ideias (metafísica) este demonstra que formas são ideias que se estabelecem em nossas mentes devido ao empirismo, me faço explicar: empirismo é a experiência que adquirimos com o passar dos anos, portando tudo que está em nossas mentes são ideias, ou formas, que adquirimos com a aprendizagem, ou seja, tudo que sabemos tudo que apreendemos (absorvemos) ou aprendemos são ideias que provém das nossas experiências.
Neste caso, por exemplo, as ideias políticas, culturais ou a educação que nossos pais nos passam fazem parte do nosso aprendizado e de nossas experiências que são armazenadas no nosso subconsciente: o subconsciente é a parte mais importante da nossa memória, pois armazena fatos importantes.
No caso da cultura – por exemplo, a popular – esta nos da uma identidade, porque nos faz valorizar fatos, memórias e ritos que nos farão crescer em um ambiente familiar adequado para nossos filhos e, posteriormente, nossos netos para que sejam pessoas que saibam lidar com o próprio grupo cultural e passar adiante valores que possam preservar a espécie e os membros da família.
Porém existe um tipo de cultura que infecta as mentes e deteriora a sociedade, pois é silenciosa nos fazendo de fantoches para alimentar grupos de poder, tal qual a mídia, com ideologias tornando a massa alienada: é a cultura de massa industrializada, vazia e sem conteúdos.
A cultura de massa foi criada junto com a industrialização das metrópoles. É um tipo de cultura fabricada em série, ou seja, para que possa ser consumida rapidamente e depois esquecida, neste caso ganha dinheiro e poder quem é detentor desta cultura, porque a fabrica para que a sociedade se torne cada vez menos inteligente e crítica, desta forma estes grupos detentores de poder se tornam hegemônicos, manipulando as mentes das minorias. É claro que estes são as pessoas mais pobres e com menos conhecimentos eruditos, sem formação política.
Essas manifestações contra o governo são lideradas por essa classe detentora dos poderes políticos e ideológicos que não estão satisfeitas com o início da igualdade social proporcionada pelos últimos governos (Governo Lula e dando continuidade no Governo da Presidente Dilma Rousseff).
É obvio, estamos falando de um passado político em que somente as elites podiam consumir bens materiais e imateriais – conhecimento – e que somente as classes abastadas iam à faculdade. Hoje nos temos bolsa família e escola, o que proporciona para as famílias de baixa renda a oportunidade de mandar as crianças à escola ao invés de trabalhar no campo ou no semáforo. Temos o PROUNI que da oportunidade de adolescentes e adultos pobres frequentarem as faculdades públicas federais – o que por anos isso foi benefício somente das famílias abastadas (ricas). Passamos por duas ditaduras: uma civil e outra militar que duraram 55 anos, com muita miséria, inflação no patamar de 40, 30, 20% ao ano – talvez ao mês – e de uma classe dominada por forças militares e oligárquicas que não permitiam o crescimento da plebe e agora vemos manifestantes pedindo a volta da ditadura militar?
Esta classe abastada já pediu às empresas de grifes famosas que fabricassem objetos de  primeira linha, tais como vestimentas e alimentos, com qualidade inferior para que os emergentes possam consumi-los em ambientes propícios a classe C. As classes abastadas não estão preocupadas com a corrupção, mas sim com a igualdade social: a distribuição de renda é que está incomodando.
Para a manutenção de uma sociedade piramidal usa-se a cultura de massa (ideologia) para estagnar a plebe que será sempre massa de manobra e mão de obra barata.
A outra forma de poder é o econômico que também é utilizado para induzir os que não o possui a adotar determinados comportamentos: quem faz parte das classes mais baixas da sociedade acaba ficando refém dos empresários – industriais comerciantes e banqueiros – pois dependem destes para trabalhar e deste modo se submetem a humilhações – o que chamamos hoje de assédio moral – e horas de trabalhos não remunerados – mesmo que hajam leis regulamentares – proporcionando mais pobreza e menos chances de crescimento econômico. O poder ideológico padroniza ideias, valores e doutrinas enquanto que o econômico mantém o patrimônio financeiro nas mãos de poucos.
A outra forma de poder é o Político é aquele que usa a posse dos meios de coerção social, tal qual a polícia militar e as forças armadas, bem como os próprios poderes legislativo e judiciário, para manter a ordem conforme o direito vigente.
O poder político, a partir da idade moderna, utiliza-se dos poderes econômico e ideológico para fazer valer a sua força sobre a sociedade.
O poder econômico procura garantir o domínio das riquezas a partir das forças produtivas, o ideológico do consenso social e moral – por isso é preciso se preocupar com as manifestações de hoje em dia no Brasil – e o político da coerção social utilizando-se dos aparelhos de controle das massas (mídia e polícia militar), além de dominar as instituições públicas e jurídicas do Estado.  


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