Por Katia Regina Santana
Em
primeiro lugar é preciso explicar o que é forma. Há um texto do filósofo
Aristóteles (século III a.c) que explica o sentido das ideias (metafísica) este
demonstra que formas são ideias que se estabelecem em nossas mentes devido ao
empirismo, me faço explicar: empirismo é a experiência que adquirimos com o
passar dos anos, portando tudo que está em nossas mentes são ideias, ou formas, que adquirimos com a
aprendizagem, ou seja, tudo que sabemos tudo que apreendemos (absorvemos) ou
aprendemos são ideias que provém das nossas experiências.
Neste
caso, por exemplo, as ideias políticas, culturais ou a educação que nossos pais
nos passam fazem parte do nosso aprendizado e de nossas experiências que são
armazenadas no nosso subconsciente: o subconsciente
é a parte mais importante da nossa memória, pois armazena fatos importantes.
No
caso da cultura – por exemplo, a
popular – esta nos da uma identidade, porque nos faz valorizar fatos, memórias
e ritos que nos farão crescer em um ambiente familiar adequado para nossos
filhos e, posteriormente, nossos netos para que sejam pessoas que saibam lidar
com o próprio grupo cultural e passar adiante valores que possam preservar a espécie e os membros da família.
Porém
existe um tipo de cultura que infecta as mentes e deteriora a sociedade, pois é
silenciosa nos fazendo de fantoches para alimentar grupos de poder, tal qual a
mídia, com ideologias tornando a massa alienada: é a cultura de massa
industrializada, vazia e sem conteúdos.
A
cultura de massa foi criada junto
com a industrialização das metrópoles. É um tipo de cultura fabricada em série,
ou seja, para que possa ser consumida rapidamente e depois esquecida, neste
caso ganha dinheiro e poder quem é detentor desta cultura, porque a fabrica
para que a sociedade se torne cada vez menos inteligente e crítica, desta forma
estes grupos detentores de poder se tornam hegemônicos, manipulando as mentes
das minorias. É claro que estes são as pessoas mais pobres e com menos
conhecimentos eruditos, sem formação política.
Essas
manifestações contra o governo são lideradas por essa classe detentora dos
poderes políticos e ideológicos que não estão satisfeitas com o início da
igualdade social proporcionada pelos últimos governos (Governo Lula e dando
continuidade no Governo da Presidente Dilma Rousseff).
É
obvio, estamos falando de um passado político em que somente as elites podiam
consumir bens materiais e imateriais – conhecimento – e que somente as classes
abastadas iam à faculdade. Hoje nos temos bolsa família e escola, o que
proporciona para as famílias de baixa renda a oportunidade de mandar as
crianças à escola ao invés de trabalhar no campo ou no semáforo. Temos o PROUNI
que da oportunidade de adolescentes e adultos pobres frequentarem as faculdades
públicas federais – o que por anos isso foi benefício somente das famílias
abastadas (ricas). Passamos por duas ditaduras: uma civil e outra militar que
duraram 55 anos, com muita miséria, inflação no patamar de 40, 30, 20% ao ano –
talvez ao mês – e de uma classe dominada por forças militares e oligárquicas
que não permitiam o crescimento da plebe e agora vemos manifestantes pedindo a
volta da ditadura militar?
Esta
classe abastada já pediu às empresas de grifes famosas que fabricassem objetos
de primeira linha, tais como vestimentas
e alimentos, com qualidade inferior para que os emergentes possam consumi-los
em ambientes propícios a classe C. As classes abastadas não estão preocupadas
com a corrupção, mas sim com a igualdade social: a distribuição de renda é que
está incomodando.
Para
a manutenção de uma sociedade piramidal usa-se a cultura de massa (ideologia)
para estagnar a plebe que será sempre massa de manobra e mão de obra barata.
A
outra forma de poder é o econômico
que também é utilizado para induzir os que não o possui a adotar determinados comportamentos:
quem faz parte das classes mais baixas da sociedade acaba ficando refém dos
empresários – industriais comerciantes e banqueiros – pois dependem destes para
trabalhar e deste modo se submetem a humilhações – o que chamamos hoje de
assédio moral – e horas de trabalhos não remunerados – mesmo que hajam leis
regulamentares – proporcionando mais pobreza e menos chances de crescimento econômico.
O poder ideológico padroniza ideias, valores e doutrinas enquanto que o
econômico mantém o patrimônio financeiro nas mãos de poucos.
A
outra forma de poder é o Político é
aquele que usa a posse dos meios de coerção social, tal qual a polícia militar
e as forças armadas, bem como os próprios poderes legislativo e judiciário,
para manter a ordem conforme o direito vigente.
O
poder político, a partir da idade moderna, utiliza-se dos poderes econômico e
ideológico para fazer valer a sua força sobre a sociedade.
O
poder econômico procura garantir o domínio das riquezas a partir das forças
produtivas, o ideológico do consenso social e moral – por isso é preciso se
preocupar com as manifestações de hoje em dia no Brasil – e o político da coerção
social utilizando-se dos aparelhos de controle das massas (mídia e polícia
militar), além de dominar as instituições públicas e jurídicas do Estado.
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